Bezerrão Interditado. Punir torcida organizada não é a solução!

Um amigo, a quem respeito muito a opinião, disse em uma discussão sobre a violência das torcidas organizadas que onde há massa humana as pessoas se sentem fortes e seguras para provocarem outros. Apesar do respeito pela opinião dele, neste ponto me vi obrigado a usar o gancho da sua fala, que era a respeito do vergonhoso episódio protagonizados pelos times e torcidas de Gama e Brasiliense, para expor alguns fatos e minha opinião sobre como poderia de fato ser combatido o problema da violência das torcidas organizadas.

Se sentir forte não está diretamente ligado à violência. Grandes massas fizeram seu papel não violento na Marcha do Sal, na Primavera de Praga, na Revolução dos Cravos, Revolução de Veludo, Revolução Laranja e tantas outras que tiveram uma grande massa humana, muito maior do que a que um estádio comporta, ainda mais um estádio que recebe um jogo de dois times sem nenhuma expressão e/ou qualidade técnica como Gama e Brasiliense, e essa grande massa humana deu realmente a sensação de força, mas não houve violência.

Qual a diferença entre estas grandes concentrações dessas massas humanas supracitadas e uma torcida de futebol?

A diferença está no cérebro!

Não que os torcedores não tenham cérebro, se bem que pelo histórico das torcidas do Gama e do Brasiliense essa pode ser uma questão pertinente, mas o fato de ter um cérebro não quer dizer que este órgão seja usado, teoria comprovada no ultimo jogo Gama X Brasiliense (12/03).

Essa pode ser uma ótima oportunidade para se fazer uma limonada com os limões desse jogo vergonhoso, até hoje as autoridades vêm focando nas torcidas, mas o problema são os times. Quando começarem a banir times que possuem torcidas violentas, o problema será resolvido!

Sobre Reuber Silva
Bacharel em Sistemas de Informação - FACIPLAC - DF; Professor; Sommelier; Palestrante na área de TI e Enogastronomia; Comentarista de Política, economia e atualidades Grupo Atitude;

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